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Obrigado por não me ler

Ontem eu fiquei intrigado com uma imagem que rodou em alguns grupos de design no Facebook:
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Tratava-se da imagem de compartilhamento de dois artigos sugerindo fortemente que a marca do PayPal teria sofrido um rebranding de “PayPal” para “PYPL”. O que se espera de um evento como esse é uma enxurrada de comentários, críticas e teorias sobre o porquê de tal decisão. E foi exatamente o que aconteceu.
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Acontece que esse logotipo “PYPL” é só um logotipo comemorativo do PayPal, pra celebrar sua emancipação do eBay, pois agora, após mais de 12 anos, eles estão voltando com seu símbolo original (PYPL) na Nasdaq. Um evento digno de um logotipo emblemático, com direito a camisetas e tudo mais.

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Quanto ao post do DesignTAXI, a imagem que eles dizem ter vindo do Twitter do PayPal não existe, nem o site do PayPal está diferente, e nos anúncios oficiais não se fala nada de rebrand.

O que me impressionou nesse breve momento foi a quantidade de pessoas que comentavam cegamente sob uma manchete enganosa e uma ilustração incorreta, sem sequer ler os artigos, e muito menos dedicar 2 minutos para ir à fonte para encontrar a verdade por trás do misterioso “PYPL”. E mesmo no meio de comentários apontando essa verdade, pessoas continuavam criticando o “rebrand” do PayPal.

Atenção é a moeda dessa era.

Blogs e sites de mídia estão o tempo todo criando esse tipo de conteúdo enganoso, pessoas estão perdendo seu tempo sendo atraídas por iscas baratas como essa, e retroalimentando o fluxo de informações distorcidas com seus comentários desinformados. Da próxima vez que aparecer uma notícia chocante, valorize sua atenção e não faça interpretações preguiçosas que possam influenciar outros desinformados.

Como o Metrô Rio diz – “A sua segurança também depende de você”.

Stoked

Uma declaração ousada e lúcida do James Victore:

“Veja só, o jogo não é fazer trabalhos pro cliente ficar feliz – TODOS nós sabemos que isso nos leva a um alto nível de mediocridade – o truque é fazer o trabalho que você ache SEXY!!! Por mais que possa parecer estranho, outras pessoas pensam que ser sexy é uma roupa. ISTO é COMUNICAÇÃO! Foda-se o que você aprendeu na escola de design, é tudo merda. Comunicação NÃO PODE ser desenhada, ela é uma extensão do quanto você é sexy. Pare de pensar como designers, relaxe e faça apenas o trabalho que importa.”

James Victore, via Instagram.

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Não tem caô

Sou carioca sim. Aliás, todos nós somos. Tem gente que diz que não, mas no fundo é.

“Pô mas o Rio tá uma zona, nego é mal educado, só tem bandido”.

Isso mesmo. Mas não é tão mais violento que Bogotá. Também não somos tão mal educados assim. Rótulos…

Esse é um papo de tabu. E também é um papo de arte, quer queira quer não, quando falamos de arte, cinema e televisão, produção cultural em geral, o epicentro do Brasil é sua antiga capital federal.

E não me venha com esse discurso de Facebook me dizendo que o Brasil está uma merda, que o Rio tá uma zona. Tá sim e sempre será. Essa é a nossa característica, somos um povo mais do que misturado, somos um povo com uma identidade única. E me orgulho muito disso.

E desse jeito carioca de ser me deparo com a galera do Ademafia que semanalmente posta a série Adelife. Ademar Luquinhas é carioca, skatista e da favela. É o típico carioca gente boa, que tem todo mundo junto nos rolés (aqui não é rolê, é rolÉ) mostrando o que é andar e viver na cena carioca.

Mulecada nova que já chegou, que vai engolir muita gente que pensa que está com tudo, que tem grana e não sabe viver.

Um abraço ao Chico que tá mandando pra cacete na câmera, trilha e na edição. Keep going my friend!

 

O Dono do Negócio

Eu esperava mais da comunidade de designers. Desde a época da faculdade, sempre achei que o design poderia salvar o mundo, aquela visão utópica juvenil. Na verdade lá no fundo ainda acho isso, mas quando toco nesse assunto, as pessoas parecem me olhar com desconfiança.

” – Esse cara não sabe o que está falando.”

Sei sim. E sei também que esse negócio tem dono. Ou donos. Quem nunca se sentiu frustrado por não ter entrado numa revista, ou pelo menos ser mencionado em um crédito? Alguns já acordaram pra realidade e conseguem ver claramente que hoje o design gráfico/digital é um grande mercado. Fraco e volátil.

Vamos lá, muitos querem regulamentação e isso é mais ultrapassado que andar pra frente. Muitos querem vender seus projetos pessoais mas nem o país nem a comunidade de design contribui para isso. Muitos querem fazer design para entrar na modinha que já saiu de moda há pelo menos uma década.

Minha visão é a seguinte, enquanto trabalharmos o design para o mercado, estamos ferrados. Seremos eternamente aqueles caras descoladinhos que têm o corte de cabelo legal e tatuagens sem sentido. Temos que começar a trabalhar mais para a sociedade e esquecer um pouco o mercado.

Uma pergunta que me faço sempre:

“Se cair um meteoro hoje no planeta terra, o que nós designers poderíamos fazer para salvar o mundo?”

Pelo mercado e posicionamento atual poderia ser um cartaz, um site ou um app. Sinto vergonha dessa resposta óbvia que paira sobre a cabeça de quem é designer e entende sobre design mas não quer ao menos se aprofundar na real essência dessa profissão.

Minha formação é com habilitação em marketing, mas eu gostaria muito que ela fosse com habilitação social. Enquanto nós trabalhamos pra ter tudo Apple, atrás de nós existem milhões sedentos por um lápis.

Free Font Friday – Uni Sans



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O Nuke da Adobe

Nesse fim de semana vários amigos me marcaram no Facebook a respeito de uma possível fusão entre empresa The Foundry e a “querida” Adobe pela bagatela de 200 milhões de libras, algo em torno de quase um bilhão de reais. Já vi uma galera comentando tal façanha, se isso é bom ou não é, palpites malucos, etc. Venho aqui tentar esclarecer alguns pontos.

O primeiro deles é que After Effects não é Nuke. Nem um vai substituir o outro, nem vice-versa. Um é focado em motion design e o outro é para composição de VFX. Antes de começarem a pensar que a Adobe vai matar o Nuke, é preciso entender a diferença básica de cada um.

The Foundry’s 2015 Showreel from The Foundry on Vimeo.

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Free Font Friday – White Pine


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Hackeando museus

Hal Kirkland é um diretor criativo que gosta de colocar suas ideias loucas em prática. Uma delas foi o projeto Audio Tour Hack, que ele fez independentemente para os museus Guggenheim e MoMA de Nova Iorque.

Artobots

O Guggenheim estava com a exposição “Choices” do artista John Chamberlain, que consistia em peças metálicas coloridas destorcidas. Hal reimaginou o conceito da exposição, como se as peças fossem remanescentes de uma guerra entre os Autobots e Decepticons. Para expressar sua reinterpretação, ele criou o app Artobots que servia de guia para a exposição, em que cada peça tinha a narração da sua história fictícia.

artobots-guggenheim

Aqui uma das peças que lembra os destroços do Bumblebee, e o áudio que acompanhava, explicando a peça.

artobots-bumblebee

Veja o projeto completo aqui.
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Free Font Friday – Perfograma


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O que eu aprendi nos últimos anos como Designer de Produto

Há cerca de dois anos, eu comecei a usar o rótulo de Designer de Produto. Isso significou que eu passaria a ver um pouco menos disso:

Screen Shot 2015-04-10 at 2.28.03 AM

e mais disso:

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Também significou que eu acabaria fechando algumas pontas soltas na minha cabeça sobre o que significa a prática do design…
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