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O Dono do Negócio

Eu esperava mais da comunidade de designers. Desde a época da faculdade, sempre achei que o design poderia salvar o mundo, aquela visão utópica juvenil. Na verdade lá no fundo ainda acho isso, mas quando toco nesse assunto, as pessoas parecem me olhar com desconfiança.

” – Esse cara não sabe o que está falando.”

Sei sim. E sei também que esse negócio tem dono. Ou donos. Quem nunca se sentiu frustrado por não ter entrado numa revista, ou pelo menos ser mencionado em um crédito? Alguns já acordaram pra realidade e conseguem ver claramente que hoje o design gráfico/digital é um grande mercado. Fraco e volátil.

Vamos lá, muitos querem regulamentação e isso é mais ultrapassado que andar pra frente. Muitos querem vender seus projetos pessoais mas nem o país nem a comunidade de design contribui para isso. Muitos querem fazer design para entrar na modinha que já saiu de moda há pelo menos uma década.

Minha visão é a seguinte, enquanto trabalharmos o design para o mercado, estamos ferrados. Seremos eternamente aqueles caras descoladinhos que têm o corte de cabelo legal e tatuagens sem sentido. Temos que começar a trabalhar mais para a sociedade e esquecer um pouco o mercado.

Uma pergunta que me faço sempre:

“Se cair um meteoro hoje no planeta terra, o que nós designers poderíamos fazer para salvar o mundo?”

Pelo mercado e posicionamento atual poderia ser um cartaz, um site ou um app. Sinto vergonha dessa resposta óbvia que paira sobre a cabeça de quem é designer e entende sobre design mas não quer ao menos se aprofundar na real essência dessa profissão.

Minha formação é com habilitação em marketing, mas eu gostaria muito que ela fosse com habilitação social. Enquanto nós trabalhamos pra ter tudo Apple, atrás de nós existem milhões sedentos por um lápis.

Free Font Friday – Uni Sans



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O Nuke da Adobe

Nesse fim de semana vários amigos me marcaram no Facebook a respeito de uma possível fusão entre empresa The Foundry e a “querida” Adobe pela bagatela de 200 milhões de libras, algo em torno de quase um bilhão de reais. Já vi uma galera comentando tal façanha, se isso é bom ou não é, palpites malucos, etc. Venho aqui tentar esclarecer alguns pontos.

O primeiro deles é que After Effects não é Nuke. Nem um vai substituir o outro, nem vice-versa. Um é focado em motion design e o outro é para composição de VFX. Antes de começarem a pensar que a Adobe vai matar o Nuke, é preciso entender a diferença básica de cada um.

The Foundry’s 2015 Showreel from The Foundry on Vimeo.

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Free Font Friday – White Pine


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Hackeando museus

Hal Kirkland é um diretor criativo que gosta de colocar suas ideias loucas em prática. Uma delas foi o projeto Audio Tour Hack, que ele fez independentemente para os museus Guggenheim e MoMA de Nova Iorque.

Artobots

O Guggenheim estava com a exposição “Choices” do artista John Chamberlain, que consistia em peças metálicas coloridas destorcidas. Hal reimaginou o conceito da exposição, como se as peças fossem remanescentes de uma guerra entre os Autobots e Decepticons. Para expressar sua reinterpretação, ele criou o app Artobots que servia de guia para a exposição, em que cada peça tinha a narração da sua história fictícia.

artobots-guggenheim

Aqui uma das peças que lembra os destroços do Bumblebee, e o áudio que acompanhava, explicando a peça.

artobots-bumblebee

Veja o projeto completo aqui.
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Free Font Friday – Perfograma


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O que eu aprendi nos últimos anos como Designer de Produto

Há cerca de dois anos, eu comecei a usar o rótulo de Designer de Produto. Isso significou que eu passaria a ver um pouco menos disso:

Screen Shot 2015-04-10 at 2.28.03 AM

e mais disso:

sublime-text

Também significou que eu acabaria fechando algumas pontas soltas na minha cabeça sobre o que significa a prática do design…
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Vida de Vinil

Decidi ser designer lá pelos 14 anos.

Provavelmente desenhando a capa de um disco do Ramones. Nessa época um amigo me perguntou:

” – Porque você desenha as capas de todos os discos? ”

Esta resposta é obvia agora, depois de 20 anos que tenho uma paixão por capas e discos na mesma proporção do meu amor pela minha profissão. E não falo isso querendo me exaltar não, é no sentido piegas mesmo.

Um dia  meu pai me perguntou se poderia jogar fora todos os vinis que a gente tinha, afinal de contas a vitrola estava quebrada há anos e os discos estavam se deteriorando por falta de uso. Lógico que foi tudo pro lixo, nós tínhamos a certeza que nada daquilo seria usado, novos tempos, novas mídias.

Então me vejo depois daquele episódio sem ver uma capa de disco no tamanho 30 x 30 cm, impressa, com textura, com cheiro, com vida. As capas são isso, elas são a cara da banda em uma época que não se viam os integrantes tão facilmente como hoje. Era a tradução impressa do espírito do artista, de como era possível fazer design gráfico pouco preocupado com função, mais preocupado com identidade e arte.

True Stories, um presente de um amigo que me deu toda a coleção do Talking Heads.

True Stories, um dos presentes de um amigo que me deu discografia do Talking Heads, original dos anos 80.

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Avatares animados para Virgin America

Design e storyboarding: Build
Animação: Animade
Case

Dica da Bee Grandinetti

Barreiras e Designers

Já pensou quantas barreiras nós designers colocamos quando o assunto é aprender alguma coisa nova? Tudo aquilo que foi produzido, todas as modinhas e técnicas que só você sabe fazer, um dia será ultrapassado. E aí, você não é designer?

“- Há, inventa uma coisa nova aí!”

Eu tenho 2 características intrínsecas do designer pra te falar. A criatividade e a preguiça. Sim, elas andam lado a lado. Talvez você até seja mais hiperativo, mas a maioria que eu conheço não correu nem 10% da maratona e já está cansado. Não é falta de treinamento, é preguiça mesmo. Seguindo a Wiki:

A preguiça pode ser interpretada como aversão ao trabalho, bem como negligência, morosidade e lentidão.

Uma das coisas que mais gosto nessa profissão é fazer algo de novo e aprender uma técnica que eu não tenho a menor idéia de como se faz. Se tem cheiro de novo, eu tô dentro! Até que o meu chefe me desafiou:

“- Uno, vamos aprender a programar?”

Eu que nasci no meio de lápis e tinta, sempre usando o lado direito do cérebro, me vi diante a uma barreira gigantesca, de códigos, frameworks, bits e bytes. É impossível, isso não dá pra mim…

Mas se eu conseguir olhar a programação como um processo para descobrir uma nova arte, uma nova linguagem já torna a coisa mais digerível.

Ok, eu topo, vamos programar.

outline_china

Mao do Warhol, releitura em Processing

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