A única coleção que tenho é a de flyers de festas. Entre muitos estão os de música eletrônica psy trance, que apesar da poluição visual dos layouts, usam cores berrantes e ácidas que causam uma ótima harmonia. Figuras iconográficas como Bob Marley e cores da Jamaica marcam o design dos flyers de reggae. Rock prioriza a economia visual, com vetores simples com o bom e velho preto e branco.
Tenho aqui comigo alguns muito bons, como por exemplo os flyers da antiga boite do Rio, a Bunker 94. Acho que um dos empurrões para a minha escolha na profissão foi naquela época, que ficava olhando para aqueles flyers e pensando: “- Um dia tenho que fazer isso…”
Um vídeo bem engraçado que narra como seria o processo criativo para desenvolver a placa de trânsito “STOP”. Todas as interferências externas e os briefings confusos.. mto bom..
Quem lembra das olimpíadas de Seul ainda tem na cabeça as imagens da coreografia em sincronia da abertura. Várias pessoas se movimentando no mesmo tempo, criando assim formas regulares que causavam até um estranhamento… Pois bem, a polícia chinesa está se preparando para os Jogos Olímpicos, e o treinamento não podia ser diferente: tudo sincronizado!!
De acordo com o Código de Ética Profissional do Designer Gráfico no seu Artigo 6º - O Designer Gráfico, em relação aos colegas, deve empenhar-se em não solicitar nem submeter propostas contendo condições que constituam desleal competição de preço por serviços profissionais.
Pois bem, o a falta de ética que o artigo acima diz é um dos motivos da minha revolta de hoje. Recebi a notícia eufórica de um aluno de Design Gráfico (não vou citar o nome por questões éticas) de que tinha conseguido seu primeiro estágio. De cara fiquei super contente por ele, quando ele me contou aonde era e visite o site para conhecer, de cara fiquei pasmo. Eis aqui a descrição logo na página inicial da empresa.
Por que a iMarca?
Em apenas 7 dias o iMarca cria e envia 3 opções de logomarcas ou logotipos via internet, com design profissional de alta qualidade, estilo e inovação. O investimento na criação de seu novo Logo é R$ 399,00(boleto, depósito ou débito. Crédito em até 3 x sem juros). Logomarcas ou logotipos com segurança e proteção no pagamento, além de um atendimento exclusivo.
Quando li a primeira vez tirei meus óculos para limpar e quando coloquei novamente confirmei o que li: 399 reais por 3 opções de “LOGOMARCA” (não vou entrar no mérito Logomarca x Id. Visual). A que ponto chegamos meus amigos? Eu ainda perdi 20 minutos do meu dia vendo o portfólio de “LOGOMARCAS” deles.
Bem, que existem empresas assim todos aqui já sabemos, o que me deixa triste é uma empresa dessa iludir esse estudante de que será uma boa experiência para ele. Será que R$500,00 + Transporte é uma experência legal sabendo que está insultando toda uma classe de Designers Gráficos?
Pessoal da iMarca: de micreiros o mundo está cheio, não prejudiquem nossos futuros designers.
Hoje às 16h45 a ilustre atriz Dercy Gonçalves faleceu e vai deixar saudade para todos nós. Em nome do Caligraffiti venho por meio desse post fazer uma homenagem para ela de um dia inesquecível da minha vida. Descanse em paz.
Já rola pela internet diversos emails com os locais de trabalhos da Google, da Pixar, da Apple e de outras mega corporações. Eses abaixos levam o tema eco-friendly em suas áreas de trabalho. Seria uma espécie de “Pimp my desktop”.
Sou louco pra ter uma mesa só pra mim, mas aqui na agência dividimos bancadas como os lotes das capitanias herditárias, só falta demarcar fronteira.
Esse projeto com certeza foi um dos mais complicados e satisfatórios que fiz até hoje. Foi para um quadro do programa “A Turma do Didi”, exibido aos domingos na Rede Globo.
Como briefing tínhamos que fazer os personagens do programa em um ambiente de fundo do mar, contracenando com tubarões e peixinhos. Me lembro dos primeiros filmes exibidos com esse tipo de técnica, como por exemplo Space Jam, que trazia o Michael Jordan contracenando com monstros, e Roger Rabit onde o principal ator tinha um coelho maluco como amigo e a Jessica Rabit como namorada, todos em desenho animado.
O concept do personagem, assim como a animação foi feita em cima da gravação das vozes. A voz mais grave seria um tubarão mais forte, com cara de mau, caracterizado pelo tubarão branco. O processo de modelagem do background (fundo), render, shade e animação dos personagens levou em média 1 mês de trabalho intenso.
Para esse projeto foi utilizado o software Bauhaus Mirage para o concept, Lightwave, 3DMax e XSI para modelagem e animação de personagem, After Effects na composição de alguns takes, e Autodesk Flint na composição final, juntando todas as etapas do 3D com os takes filmados no fundo de chroma. A equipe de 3D renderou o fundo em passes, para que haja uma maior controle de cor e desfoque, o que traz uma resultado mais realístico ao projeto. Além disso, na etapa de modelagem, foi utilizado o programa ZBrush, que auxilia na construção de ranhuras e micro detalhes da pele dos tubarões. Assista abaixo o making of desse trabalho.
A última etapa deste trabalho é a composição, toda desenvolvida no Flame, um poderoso software que faz o recorte do chroma, a integração entre os elementos 3D e os personagens, displacement simulando água e a correção de cor característica do fundo do mar. Além disso, todo o trabalho de tracking (processo que reproduz o movimento de câmera), e partículas que formam as bolhas do ambiente dão um toque realístíco à cena composta.
Se você se interessou por esse projeto e procura mais dados sobre a parte técnica de 3D, acesse o fórum 3D1, onde pode encontrar todo detalhamento e discussões que abordam o assunto, comentadas pelos artistas que produziram o quadro.
Créditos:
Concept, 3D e Animação - Alexandre “Thundro” Areal e Marcos Piolla
Composição de Efeitos - Uno de Oliveira
Produção de Efeitos - Andressa Ambrósio
Direção - Guto Franco
Já tem um tempo que me questiono sobre a posição dos alunos em relação a faculdade, e a faculdade em relação dos alunos. Hoje em dia a educação é a base de tudo e se você não corre em busca dela, nada virá em sua procura para lhe fornecer conhecimento.
A faculdade é esse momento que você corre atrás de seus ideais e o seu conhecimento, ela está lá e irá fornecer 1% da matéria, se você achar que aquilo será essencial para seu crescimento então corre atrás e estuda, pesquisa, conversa e tente adquirir mais informações.
Essa iniciativa que está acabando nos dias de hoje, posso estar errado mas vejo muitos alunos que só estudam o que os professores falam, só fazem trabalhos até onde os professores limitam, poucos são aqueles que lutam e questionam além e buscam realmente algo desafiador para melhorarem como profissionais e pessoas.
Mas não basta só o aluno correr atrás mas tem que existir professores que quebrem a barreira “professor vs aluno”, que o professor é superior ao aluno e o aluno tem que sentar e escutar tudo que ele tem a dizer, eu acho que tem que ter o respeito com o professor mas as aulas teriam que ser mais uma troca de experiência e um questionamento sobre a matéria, onde nesse tempo o professor e o aluno aprenderiam juntos. Claro que o professor possui muito mais informações e por isso é importante o respeito e a noção dos alunos que esse momento é onde ele irá aprender e até ensinar algo diferente. O ensino poderia mudar esse estilo tradicional.
Quando vi o documentário “A folha que sobrou do caderno” entendi muitas coisas e concordo com todos os argumentos mencionados, o ensino ainda segue uma linha tradicionalista e os alunos não aprendem a pensar mas sim a resolver apenas alguns problemas.
Acredito que todo designer tem uma reação bastante negativa quando o assunto é a Comic Sans. Apesar do tipo microsoftiano ser muito presente no uso popular, seu valor em um projeto profissional é o mesmo comparado ao ato de escalonar um texto sem segurar o Shift.
Uma campanha contra o uso da Comic foi provavelmente a primeira, feita pelo casal de designers de Indianapolis, Dave e Holly Combs. Ao perceber o incômodo causado pela fonte mal usada, eles criaram o site Ban Comic Sans, no objetivo de espalhar a mensagem usando propaganda (por sinal muito inspirada no OBEY, do Shepard Fairey) e merchandising.
Tendo o mesmo pensamento a respeito, o grupo de estudantes do Royal College of Art resolveu criar uma versão mais “séria” da Comic. Literalmente nomeando-a Serious Sans.
Tentando entender o que pode ser bom na Comic Sans, Valerio – ao lado dos colegas Hugo Till, Filip Tydén e Erwan Lhussier – viu que as formas desengonçadas da fonte fazem com que ela seja um dos tipos mais fáceis para pessoas disléxicas lerem.