Pra quem perdeu as manchetes do mundo em 2008, nada como boas fotos pra recontar as histórias.

Ronaldinho se apresenta no estádio San Siro, em Milão, após assinar o contrato com o Milan. 17/Julho
Pra quem perdeu as manchetes do mundo em 2008, nada como boas fotos pra recontar as histórias.

Ronaldinho se apresenta no estádio San Siro, em Milão, após assinar o contrato com o Milan. 17/Julho
Manter-se organizado pode ser um desafio às vezes. A memória nem sempre é fiel quando temos que lembrar telefones, lista de compras, número de vôo …
PocketMod é um site onde você pode criar um mini organizador, pra imprimir e montar em poucos minutos. O aplicativo permite que você personalize cada uma das 8 páginas com o que você precisa organizar. Pautas, calendários, tabelas de conversão .. É uma mão na roda pra coisas como viagens ou agendas de curto prazo, já que o produto final cabe no bolso ou dentro da carteira. Super conveniente.
Annie Leonard é uma expert em sustentabilidade e saúde ambiental. Seu último projeto, The Story of Stuff, me chamou a atenção:
Em 20 minutos de papo acelerado, ela sintetiza sua pesquisa de mais de 10 anos, em que viajou, estudou e conversou com pessoas de todo o mundo pra entender melhor sobre o nosso sistema de vida capitalista. O vídeo é bem humorado, didático e transmite a idéia de forma direta e compreensível. Basicamente ela explica que vivemos em um sistema linear de consumo, criado e imposto pelo governo e as grandes corporações, que provoca a destruição acelerada do meio ambiente e não vê o destino e as conseqüências do lixo que isso tudo gera. Tudo bem que as estatísticas apresentadas valem mais pros EUA, mas o conceito é comum no sistema capitalista.
Uma apresentação mais tangível do excesso que a nossa sociedade produz, foi feita pelo fotógrafo Chris Jordan. Em seu projeto “Running the Numbers”, Jordan processou as estatísticas do excesso do consumismo americano e as transformou em imagens impressionistas. Assim, conseguimos olhar de perto e nos colocar no meio da obra, e ao mesmo tempo dar um passo pra trás e perceber a margnitude dos números, mas de forma visual e compreensível. Aqui alguns trabalhos retirados do seu site.
Vai uma dica do Bife:
É imperceptível, mas depois que você começa a prestar atenção, a Trajan é onipresente nos títulos de filmes norte-americanos hoje em dia.
Me lembrou esse outro vídeo, sobre a velha solução das cabeças flutuantes nos cartazes:
Porque será essa falta de versatilidade tipográfica no cinema ? Aonde vai parar a nossa percepção, se os designers continuarem recorrendo a esses “templates”, e fizerem com que nos acostumemos com essa mediocridade visual ?
Só rindo pra num chorar …
Em março desse ano, o Tesouro Americano revelou a nova nota de $5. Quem assinou o desenho foi o escritório de 147 anos, 2.500 funcionários e faturamento anual de $525 milhões - A Casa da Moeda americana (U.S. Bureau of Engraving and Printing).
Veja o que eles criaram :
A Casa da Moeda britânica (The Royal Mint) resolveu atualizar as moedas que já estavam em circulação no país há mais de 40 anos, e abordou esse redesenho de modo diferente. Lançou em agosto de 2005 um concurso aberto, que atraiu mais de 4.000 profissionais, amadores e interessados, contribuindo com mais de 500 propostas. Qualquer pessoa tinha o direito de participar. Artistas convidados, funcionários oficiais da Casa da Moeda e artistas do mundo inteiro concorreram com pessoas de todas as idades.
O projeto vencedor foi aprovado pelo comitê conselheiro da Casa da Moeda, pelo ministro da fazenda britânico e finalmente pela Rainha. Matthew Dent tem 26 anos e é um designer britânico morando e trabalhando em Londres. Ele nunca havia desenhado moedas antes.
Veja o que ele criou:
As moedas já são interessantes individualmente, retratando pedaços do brasão de armas do Reino Unido. Uma solução que continua representando a tradição do país nas moedas, porém de forma moderna e inovadora.
Mas o que torna o projeto único e merecedor do prêmio é quando as moedas são dispostas da seguinte forma:
As novas moedas devem entrar em circulação ao longo de 2009.
Não é à tôa que eu vivo reverenciando o design britânico…
Se vocês acham que as Apple Apples são coisa de nerd, não deixem de conferir os novos temas do Gmail … Em questão, um deles imita um terminal de comando estilo DOS:
Pra se sentir o Neo do Gmail, basta ir em Settings >> Themes.
Mais uma dica do nosso amigo fotomaníaco Rodrigo Favero:
O designer da Samsung chinesa, Chueh Lee, desenvolveu o que deve ser a primeira câmera fotográfica para os cegos.
No lugar do visor LCD há uma película que se deforma para exibir a foto em relevo. Assim o fotógrafo pode tocar a sua foto, e sentir como ficou. Na hora do click, a câmera grava 3 segundos de som ambiente e o anexa ao arquivo da foto, pra ajudar depois na hora de achar. Toda a interface é muito amigável e intuitiva, resultado de uma profunda pesquisa com pessoas cegas e seus instrutores.
Nessas pesquisas, Chueh descobriu que a melhor posição para bater a foto é segurar a câmera na testa. Além de ser como um “terceiro olho”, isso ajuda a estabilizar e mirar o aparelho. Os outros sentidos, mais aguçados, completam a cena e formam a fotografia mental.
O projeto está apenas no protótipo, mas espero que pelo potencial que existe, entre no mercado pra dar mais um olhar a quem não tem a visão.
Um grande designer me ensinou que fotografia é a união de três coisas.
Momento, enquadramento e expressão.
Momento é justamente o que define o conteúdo da foto. O acontecimento, a ação momentânea, percebida pelo fotógrafo e capturada pela lente. É o assunto que o artista está abordando e apresentando ao seu espectador.
Enquadramento é o que caracteriza a foto como sendo a expressão do ponto de vista do fotógrafo. É a representação do que ele resolveu incluir e excluir do momento, na área do retângulo da foto.
Expressão é o que faz você sentir algo diferente pela foto. É o que, ao olhar, te leva além dos limites retos do enquadramento, e te faz refletir sobre todas as questões relacionadas à foto.
São esses três elementos que fazem da fotografia uma arte silenciosa, mas discretamente gritante.
Está em cartaz no Unibanco Arteplex, até 23 de novembro, a exposição do fotógrafo carioca Alécio de Andrade, uma mostra do belíssimo trabalho do artista, nos seus 40 anos de atividade. Alécio viveu muitos anos em Paris, onde construiu sua jornada no fotojornalismo, e é esse olhar que sentimos nas suas fotos. E é reparando que todas carregam os três elementos essenciais, que sentimos que estamos ali, no momento do clique, seja levantando de um espetáculo de orquestra, batendo um papo com Baden Powell, ou escutando as histórias perturbadas de Salvador Dalí.
Recomendo, pra quem gosta de arte pura e sem photoshop, conhecer o trabalho de Alécio.
Unibanco Arteplex
Praia de Botafogo, 316, lojas D e E
Rio de Janeiro - RJ
Jogando no ventilador um tweet do Bife ..
Durante 7 dias, o artista e fotógrafo Gerard Maynard andou pelo parque do Yosemite, na Califórinia, e tirou 2.046 fotos da vista. No final, ele juntou tudo e obteve um arquivo com 214.414 x 80.571 pixels, 96 GB, e calculou isso a ser equivalente a uma foto de 17 gigapixels. Isso sem contar os outros pontos que ele parou pra fotografar …
O resultado é o que podemos chamar da representação panorâmica mais próxima do que o artista viu no momento, mas com detalhes telescópicos.
Experimentem o zoom AQUI.
Recentemente Gerard completou a foto de 13 gigapixels do bairo novaiorquino Harlem.