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Vida de Vinil

Decidi ser designer lá pelos 14 anos.

Provavelmente desenhando a capa de um disco do Ramones. Nessa época um amigo me perguntou:

” – Porque você desenha as capas de todos os discos? ”

Esta resposta é obvia agora, depois de 20 anos que tenho uma paixão por capas e discos na mesma proporção do meu amor pela minha profissão. E não falo isso querendo me exaltar não, é no sentido piegas mesmo.

Um dia  meu pai me perguntou se poderia jogar fora todos os vinis que a gente tinha, afinal de contas a vitrola estava quebrada há anos e os discos estavam se deteriorando por falta de uso. Lógico que foi tudo pro lixo, nós tínhamos a certeza que nada daquilo seria usado, novos tempos, novas mídias.

Então me vejo depois daquele episódio sem ver uma capa de disco no tamanho 30 x 30 cm, impressa, com textura, com cheiro, com vida. As capas são isso, elas são a cara da banda em uma época que não se viam os integrantes tão facilmente como hoje. Era a tradução impressa do espírito do artista, de como era possível fazer design gráfico pouco preocupado com função, mais preocupado com identidade e arte.

True Stories, um presente de um amigo que me deu toda a coleção do Talking Heads.

True Stories, um dos presentes de um amigo que me deu discografia do Talking Heads, original dos anos 80.

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Avatares animados para Virgin America

Design e storyboarding: Build
Animação: Animade
Case

Dica da Bee Grandinetti

Barreiras e Designers

Já pensou quantas barreiras nós designers colocamos quando o assunto é aprender alguma coisa nova? Tudo aquilo que foi produzido, todas as modinhas e técnicas que só você sabe fazer, um dia será ultrapassado. E aí, você não é designer?

“- Há, inventa uma coisa nova aí!”

Eu tenho 2 características intrínsecas do designer pra te falar. A criatividade e a preguiça. Sim, elas andam lado a lado. Talvez você até seja mais hiperativo, mas a maioria que eu conheço não correu nem 10% da maratona e já está cansado. Não é falta de treinamento, é preguiça mesmo. Seguindo a Wiki:

A preguiça pode ser interpretada como aversão ao trabalho, bem como negligência, morosidade e lentidão.

Uma das coisas que mais gosto nessa profissão é fazer algo de novo e aprender uma técnica que eu não tenho a menor idéia de como se faz. Se tem cheiro de novo, eu tô dentro! Até que o meu chefe me desafiou:

“- Uno, vamos aprender a programar?”

Eu que nasci no meio de lápis e tinta, sempre usando o lado direito do cérebro, me vi diante a uma barreira gigantesca, de códigos, frameworks, bits e bytes. É impossível, isso não dá pra mim…

Mas se eu conseguir olhar a programação como um processo para descobrir uma nova arte, uma nova linguagem já torna a coisa mais digerível.

Ok, eu topo, vamos programar.

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Mao do Warhol, releitura em Processing

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DVDP

O software é o Cinema 4D. A saída são gifs animados e a arte é optica. Conheça DVDP.

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Reggie Watts visitou Brasília e fez um documentário

Dica do Thiago Diniz

Me desculpem, sou designer

“ – Lógico que me lembro, o Caligraffiti não era daqueles meninos do Rio de Janeiro? Mas eles pararam né?”

Pararam? Acho que eles nem começaram. Assim como uma frase do último disco do Marcelo:

“… Não estou sumido filho, ganhei distância…”

Recentemente tenho ouvido muito rap. Nacional principalmente. Não porque sou nacionalista ou porque não gosto de ouvir rap gringo, mas por conseguir entender perfeitamente todas as nuances das letras, todos os incríveis duplos sentidos e metáforas.

E dentro do rap nacional existe um cara chamado Marcelo. Esse cara que foi uma referência pra mim nos anos 90, hoje é o papai rico da galera. É onde o muleque de 16 anos quer chegar. Como ele mesmo diz, se ele usa Rolex o problema é dele, certo?

Errado.

Claro que o problema é dele e ele faz com o dinheiro e com o sucesso o que ele quiser. Claro que ele é um dos nossos gênios da música popular brasileira e claro que eu queria ser “brother” dele para ouvir suas histórias. Mas vem cá, ele usa Rolex porque quer imitar os gringos, porque ele é “foda” ou simplesmente por gostar de Rolex? Em uma cena em que todos precisam ser fodas, o mais foda posta seu Air Max Fuck no Air Max Day. Quanta babaquice, um luxo!

ROLEX_Deep_Sea

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30 piadas de 1º de abril

É aquela época do ano. Empresas aproveitam o dia da mentira pra criarem produtos e histórias absurdas, e quem sabe se promoverem um pouquinho na jogada. Veja algumas pegadinhas de 1º de abril desse ano.

1. Microsoft lança o MS-DOS Mobile


http://www.windowscentral.com/microsoft-launches-ms-dos-mobile

2. Google Maps Pac Man

google-pacman
https://www.google.com/maps/

3. #MotoSelfieStick


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Esculturas naturais de Andy Goldsworthy

Andy Goldsworthy é um escultor escocês, que trabalha inteiramente com a natureza. Seus trabalhos são efêmeros, registrados somente por fotografia, e ele o descreve como um meio de entender o mundo.

Conheci o trabalho dele através do documentário Rivers and Tides, que mostra a delicadeza das esculturas, e sua dedicação pra executar cada uma, e os desafios que encontra no caminho. O resultado sempre é impressionante, mas muitas vezes custa horas de trabalho, e muitos machucados nas mãos.

Goldsworthy explora elementos como folhas, pedras, gravetos, terra, e os manipula para criar composições incríveis, e que ao sofrerem a ação da natureza, completam o conceito da obra.

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Eu sou a Comic Sans, palhaço

Esse texto não é recente, mas acabei lembrando dele e achei que valia à pena traduzir e postar aqui.
Se você entende inglês, sugiro ler o original aqui.

Seguinte… Eu sei da merda que você anda falando nas minhas costas. Você acha que eu sou idiota. Você acha que eu sou imaturo. Você acha que eu sou uma desculpa malformada e patética de fonte. Bem, pense novamente imbecil, porque eu sou a Comic Sans, e eu sou a melhor coisa que aconteceu à tipografia desde aquele viado do Johannes Gutenberg.

Você não gosta que a sua colega de trabalho me usou naquele bilhete sobre roubar o iogurte dela da geladeira sala dos funcionários? Você não gosta que eu estou enfeitando o blog da sua cunhada? Você não gosta que eu estou no letreiro daquele restaurante tailandês novo? Você acha que eu sou brega? Então surpresa, Picasso. Não é todo mundo que tem setenta e três variações de Helvetica dando mole nos seus MacBook Pros de 17 polegadas. Desculpa, mas o mundo inteiro não pode ser feito desses tipos suíços Eurotrash. Desculpa, mas algumas pessoas gostam de se divertir. Desculpa se eu estou no caminho da sua festinha monotonomalista Bauhausiana. Talvez algum dia você devia tirar sua gola rolê preta, parar de ajustar compulsivamente o seu tema do Tumblr, e relaxar um pouco pela primeira vez na vida.

As pessoas me amam. Por quê? Porque eu sou divertida. Eu sou a vida da festa. Eu trago leveza pra qualquer situação. Precisa suavizar o duro golpe de uma mensagem sobre etiqueta no banheiro? POW. Lá estou eu. Quer dar um tapa nas instruções de como chegar na sua festa de formatura? BUM. Tô lá. Precisa transmitir a sua personalidade calorosa no site da sua empresa? SHAZAM. Como narcisos na porra da primavera, mermão.

Quando as pessoas precisam relaxar, se divertir, e comemorar, eu vou estar lá, ao contrário dessas suas fontes patéticas. Enquanto a Gotham tá na feira de ciências, eu tô pedalando a rainha do baile atrás da marcenaria. Enquanto a Avenir tá praticando o clarinete, eu tô moendo “Reign In Blood” na minha Stratocaster de braço duplo. Enquanto a Univers tá reabastecendo suas prescrições de alergia, eu tô castigando o acelerador do meu Honda Civic nitrado contra gangsters de Tóquio, que vão me matar se eu não cruzar a linha de chegada primeiro. Eu sou um Super-Homem sans serif e minha única criptonita são puristas pretensiosos como você.

Nem importa mesmo o que você pensa. Você sabe por que? Porque eu sou famoso. Estou em todos os principais sistemas operacionais desde a porra do Microsoft Bob. Eu estou nas suas placas. Eu estou nos seus navegadores. Eu estou nos seus MSNs. Eu não sou apenas uma fonte. Eu sou uma força da natureza e não vou descansar até que cada tipógrafo pau-na-testa de poltrona como você, estiver rodeado pela minha marrentice sans-serif amável, inspirada em histórias em quadrinhos.

Chega desse papo furado. Vou ali apertar um com a Papyrus.

Todo design deveria ser universal

Seguindo o sucesso do lançamento da marca dos Jogos Paralímpicos Rio 2016, vou compartilhar um ótimo post publicado no Abstrátil, pela Dalila Nóbrega, sobre o design feito para todos.

Veja o que estamos aprendendo sobre o assunto.
Por Dalila Nóbrega


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