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Palestra: Stefan Sagmeister

Quinta feira passada, dia 25/11, o designer austríaco Stefan Sagmeister veio ao Rio dar uma de suas palestras, da sua turnê pelo Brasil, trazido pela ABCDesign. Tivemos a oportunidade não só de assistir à palestra, mas também de filmar tudo pra que todos possam ver. A palestra aconteceu no excelente espaço do Planetário da Gávea.

Sagmeister é uma figura de quase 2 metros de altura, que fala humildemente de como ele busca a felicidade no design. Apesar de dirigir um escritório em NY, ele trabalha de modo muito peculiar. Certa vez, resolveu pegar 5 anos de sua aposentadoria e os distribuiu ao longo dos seus anos de trabalho, resultando em anos sabáticos a cada 7 anos. Nesses anos, o escritório fecha completamente, e Stefan e seus designers têm o tempo livre para desenvolverem o que quiserem. Ele alega que é justamente nesse tempo que vem a maioria da inspiração para os trabalhos remunerados dos anos seguintes, aumentando a qualidade e compensando o processo a longo prazo.

E ele não é o único que trabalha desse jeito. Tendo um ano sabático em cada 7 anos de trabalho para clientes, Sagmeister tem 12,5% do seu tempo reservado para ele mesmo. Desde 1930, a 3M reserva 15% de tempo livre para seus engenheiros, o que resultou em produtos como a Scotch Tape e o Post-It, de Art Fry. E não podemos esquecer do Google, famoso por dar a seus funcionários 20% de tempo sabático para perseguir projetos pessoais que eventualmente retornam como inspirações e produtos para a empresa.

Sem mais, segue a palestra na íntegra:

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Graffiti Analysis

Graffiti Analysis é um experimento para analisar o movimento do graffiti, mais especificamente do tag.

Criado pelo Graffiti Research Lab, é um experimento OpenSource, em que uma câmera ligada a um computador detecta o movimento da caneta, e o software o processa para gerar uma versão 3D da tag. Esta é então exportada em um formato exclusivo – GML (Graffiti Markup Language), e subida para uma galeria de tags – http://000000book.com. No final, o trabalho agregado na galeria serve de referência para os diferentes estilos de graffiteiros do mundo todo.

Veja o vídeo de demonstração e veja como funciona :

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Vinheta HBO 1983

Em 1983 a HBO investiu na produção de uma vinheta diferenciada para a abertura dos seus programas exclusivos. Algo que na época era uma ousadia, considerando os recursos tecnológicos, o custo necessário e a fuga do padrão do que as outras emissoras faziam. Veja o resultado:

Hoje em dia praticamente toda peça de videografismo é produzida usando o computador, com programas de animação e pós-produção como After Effects, Combustion, Motion, Flame, Inferno, e por aí vai. Naquela época, efeitos visuais eram criados usando técnicas analógicas, manipuladas por maquetistas, montadores, pintores de Matte, usando cenários reais e efeitos físicos. No máximo, o computador entrava pra controlar motores e mover objetos com precisão, como a câmera por exemplo. Coisa que nem podemos imaginar mais agora sem assistir making-ofs como esse da vinheta da HBO:

Cantei um designer

Seguindo sucessos como #twitteiumfilme e #zemayerfacts, lançamos no twitter o que seria se um designer resolvesse usar seus conhecimentos profissionais pra conquistar um parceiro na noite. Eis a hashtag #canteiumdesigner. Exemplos :

  • “Vamos diminuir o kerning entre nós.”
  • “Sua mãe ajustou bem sua bezier.”
  • “Qual é o atalho pra sua layer de baixo ?”
  • “Posso embedar um beijo.tiff no seu rosto.ai ?”
  • “Por favor, não dê um flip horizontal pra mim !!”
  • “Vamos lá pra casa … Tomamos um drinque … Criamos uma paleta de cores …”
  • “Não tenho Drop Shadows de dúvida de que te amo”
  • Na cama depois de algumas tentativas: “Ihhhh…. to achando que esse Illustrator é Corel, hein?”
  • Cantada: “Quer ver a espessura do meu stroke ?”
    Resposta: “Acho que vou precisar de um conta-fios…”
  • “Voulez-vous Couché Matte avec moi ?”
  • “Você é a minha razão áurea de viver.”

E o pessoal tem dado umas cantadas bem criativas … Inspire-se e continue a cantar designers do jeito mais nerd possível ! :

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Atingindo a velocidade do pensar

Xerox Alto. Monitor retangular vertical, fazendo analogia à folha de papel que seus usuários estavam acostumados a trabalhar.

Xerox Alto. Monitor retangular vertical, fazendo analogia à folha de papel que seus usuários estavam acostumados a trabalhar.

O computador foi inventado como uma ferramenta para facilitar certos trabalhos, assim como o abridor de latas e o martelo. A diferença é que, por ser uma ferramenta com base matemática e quase abstrata, ela pode assumir infinitas formas. Um computador pode ser uma simples calculadora, ou um instrumento musical. Pode ser na verdade o que quisermos, contanto que consigamos nos relacionar com sua estrutura, para dar as instruções necessárias para que a tarefa seja realizada como queremos.

Ponto de partida

No início, essa relação era bastante hermética, ocorrendo apenas com entusiastas dispostos a aprender como moldar a ferramenta às suas necessidades. Contanto que soubessem como funcionava a máquina, usuários tinham a liberdade da mente para criar o que conseguiam com a interface física que lhes era disponível. Ted Nelson critica em seu texto Libertando-se da prisão o fato de que as empresas e os indivíduos que tiveram o interesse em massificar o uso de computadores, fizeram isso de forma aprisionadora, e simplismente trocaram a liberdade de programar pela facilidade que mais pessoas teriam para usar ferramentas criadas pelos programadores.

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Hello World!

Que mané Hello World o quê ! Alô Mundo !

Mini Me

OMAGAD